segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Semana #4 - Combustível para a Criatividade e Público Alvo

Apple Ipad, para que público afinal ?

Após anos de especulações, a Apple finalmente lançou um computador tablet e o chamou Ipad. 

Houve alarde! Houve alegria!

Houve também muitas críticas: a auxência de uma câmera, de uma porta USB, a falta de suporte ao Flash, a falta de uma saída HDMI e a falta do recurso multi-tarefa foram as principais. Em 24 horas, tinhamos dezenas de razões pelas quais o IPad falharia no mercado.

Mas e se o IPad simplesmente não é para as pessoas que estão criticando ele?
 

E se a experiência que os designers da Apple tem em mente não é a mesma que escritores de tecnologia e blogueiros estavam sonhando a uma meia década?

E se você, super antenado e tecnológico geek, na verdade não é o público-alvo?

Os seres humanos sofrem de um ponto de vista subjetivo. Nos vemos como o centro do universo.

É quase impossível medir qualquer coisa fora de nossos próprios desejos ... quando surge um gadget novo como o IPAD, consideramos, em primeiro lugar: "O que é que é bom PARA MIM?".

Designers de experiência do usuário, no entanto, não pode sofrer muito este destino. Temos que fazer design (e criticar outros projetos) de um ponto de vista mais objetivo.

As our initial subjective viewpoint fades, we might consider the iPad anew.

Assim que nosso ponto de vista subjetivo inicial desaparece, podemos considerar a IPad novamente.

Judging from the videos and early reviews, it makes many common activities very easy such as email, watching videos, and sharing photos. 

A julgar pelos videos e as primeiras críticas, ele faz muitas atividades comuns se tornarem muito mais fáceis, como enviar e-mail, assistir vídeos e compartilhar fotos. Então, vamos perguntar: "Quem lá fora, no mercado se sentirá atraído por esse gadjet?"

O Ipad é atraente para as pessoas que um laptop é um exagero.

Muitos cônjuges, pais, irmãos e filhos em nossas vidas não usam computadores da mesma forma que fazemos. 

Eles são provavelmente a audiência primária para este dispositivo ... as pessoas que não precisam de uma precisão de pixels única, mas que podem ser atraídas pela precisão de uso através do toque por um de seus dedos. 

Eles podem usar o IPad na cozinha, sala, quarto, até no banheiro. Mas eles provavelmente não vão usá-lo no escritório ...

Como designers e críticos, devemos sair de dentro da nossa própria cabeça. Subjetividade, a nossa incapacidade de ver como os outros pensam, pode ser um mestre cruel.

Restrições, combustível para nossa criatividade

Nós somos muitas vezes levados a acreditar que quanto mais liberdade temos, mais criativos seremos. Licença para criação livre?  Legal. Orçamento ilimitado? Ótimo! Nenhum prazo? Ainda melhor!
Sim, certo.

Eu digo, abrace suas limitações e extraia delas uma solução que o distingua da multidão.

The imposition of constraints can lead to great design decisions. 

A imposição de restrições podem levar a grandes decisões de design.

Limitações, muitas vezes forçam você a ver as coisas de uma perspectiva que não está acostumado e, por sua vez, pode estimular a clareza e o propósito do projeto, ao invés de debilitar e impedir o seu processo criativo.

One of the most obvious and currently talked about examples is the iPhone (and as of yesterday, the iPad). 

Um dos mais óbvios exemplos é o IPhone (e até agora também o Ipad). 

Existem limitações incríveís com tal dispositivo. 

Assim, muitos especularam que seria um enorme fracasso. 

No entanto, a equipe da Apple realmente encarna esse espírito.

Apesar das limitações físicas, limitações tecnológicas, restrições de tempo e, naturalmente, a "restrição Steve", a equipe foi capaz de desbloquear soluções inovadoras que lhes permitiu criar algo verdadeiramente original.

Há problemas com o iPhone? Sim. Claro que existem. 

The point is if you want to create a truly compelling experience, don't complain about your constraints; embrace them.

A questão é, se você quer criar uma experiência verdadeiramente atraente, não reclame de suas limitações; abraçe elas.  E ao fazer isso, coloque  a sua criatividade em chamas! 

Minha Conclusão

Sempre que o assunto ipad entrava em pauta em uma discução eu colocava a seguinte opinião "no meu ponto de vista o ipad é um iphone grande e eu não compraria". 

Isso não é a minha opinião como designer mas como consumidor. Como designer sempre disse que não acreditava que a apple lançaria um produto no mercado pra dar errado e que afinal de contas aquela tablet não tinha sido feita pra mim mas para um público muito específico.

Se você pretende projetar uma solução para outras pessoas, tem que parar de pensar como se o mundo girasse a sua volta e como se todos os usuários pensassem e se comportassem exatamente da mesma maneira que você em abientes virtuais.

Se você não consegue ser objetivo e pensar com a cabeça do seu público alvo, deixando de lado seus gostos pessoais e a "sua opinião de usuário" então você não está preparado pra fazer design de UX e projetar uma solução para o problema do seu cliente.

Falando agora sobre restriçoes, ok, chegou a hora de admitir, muitas vezes vemos trabalhos incríveis, produtos de sucesso e a primeira coisa que pensamos é: "provavelmente tiveram muito tempo e dinheiro para fazer isso"logo em seguinda vem: "ah ... sob as mesmas circustâncias eu faria o mesmo.". 

No fundo bons designers entendem que isso nem sempre é verdade e não se surpreendem ao descobrir que aquele trabalho incrível que tanto admiraram foi feito sob um prazo apertado e uma verba idem.

Vamos folhar nosso portfólio e observar alguns trabalhos  que nos orgulhamos, certamente haverá alguma coisa lá que foi feita em circustâncias apertadas.

Não vale dizer que foi a deusa da inspiração que estava lá naquele dia, a verdade é que foi necessário um foco e entendimento do problema muito mais profundo para executar uma solução satisfatória dentro de algumas restrições.

Concluímos então que restrições podem ser favoráveis para o desenvolviemnto da criatividade sendo que elas nos forçam a buscar mais alternativas para a solução de um mesmo problema e colocar a mão na massa antes que seja tarde.

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